‘Greve não vai melhorar salário dos professores’

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O governador Paulo Câmara (PSB) disse, nesta sexta-feira (5), que fazer greve não vai melhorar a situação financeira do Estado, nem o salário dos professores. O chefe do Executivo afirmou que a greve foi decretada de forma ilegal desde o começo e espera que a situação se normalize. Os docentes cruzaram os braços pela primeira vez do dia 10 de abril, e a greve durou 24 dias. depois a mobilização foi retomada. A categoria pede reajuste de 13,01%, enquanto o Estado garantiu aumento de 7,01%, que será pago em três parcelas.

“A greve foi decretada ilegal desde o início, nós, mesmo assim, iniciamos um processo de discussão que já vinha acontecendo. Sempre dissemos que não é o melhor caminho para se chegar a soluções fazer greve, pois só prejudica os alunos. Greve não vai melhorar a situação financeira do Estado, nem o salário dos professores”, afirmou Câmara, durante ato de assinatura de um projeto de Lei que vai instituir a Política Estadual da Pesca Artesanal.

De acordo com o governador, o Estado já chegou a um limite máximo no que poderia oferecer aos professores. “O Estado chegou num limite máximo que podia chegar em relação às promoções que foram colocadas na mesa. Infelizmente, o sindicato decidiu retornar a greve”, acrescentou.

Em seu discurso, Câmara afirmou que um levantamento realizado, nessa quinta-feira (4), apontou que somente quatro escolas da rede pública estão com as portas fechadas. “Hoje vemos que são mínimas as escolas, um levantamento feito ontem mostrou que são apenas quatro escolas fechadas e esperamos que a situação se normalize. Assim podemos discutir o futuro. É fundamental que não haja greve, não podemos penalizar os alunos”, disse.

O gestor pediu paciência e transparência para solucionar o impasse. “Tenho um compromisso com os professores, tenho compromisso com a educação e quero aproveitar o ano de 2015 para projetar 2016, 2017 e 2018, mas é preciso sentar e conversar com paciência e transparência para que a situação seja resolvida”, disse.

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado informou que, nessa quinta-feira, 87% das escolas (910 unidades) não paralisaram as atividades, 12,8% (134 escolas) pararam parcialmente e 0,2%, equivalente a duas unidades, aderiram totalmente à greve. O levantamento é referente às aulas do turno da manhã. (Fonte: Bol)

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