Fernando Bezerra defende queda de juros e diz que nova direção do Banco Central pode ajudar o Brasil

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Nesta terça-feira (5), durante a sabatina de quatro novos dirigentes do Banco Central (Bacen) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) defendeu que o Bacen atue para baixar as taxas de juros – principalmente, aquelas que incidem sobre os cartões de crédito e o cheque especial – como também a margem de lucro dos bancos em operações de crédito, tecnicamente denominada “spread bancário”. Ao avaliar que os sabatinados ao Banco Central “estão diante de uma grande oportunidade” para contribuírem com a reversão da grave crise econômica nacional, o senador destacou que os juros praticados no Brasil “são coisas que não dá para explicar”.

“Estas taxas exorbitantes não estão alinhadas com a economia brasileira nem com a participação que o nosso país tem no contexto internacional”, observou Bezerra Coelho. “São, de fato, abusivas e excessivas; por isso, o Banco Central tem de olhar esta questão de forma mais aprofundada e diligente para que o Brasil tenha juros mais condizentes com os países desenvolvidos e com alguns que pertencem à região (das Américas), como o México e o Chile”, pontuou.

Para Fernando Bezerra, a nova direção do Banco Central – sob a presidência do economista Ilan Goldfajn – é uma “equipe com todas as credenciais” para ajudar o Brasil a superar as atuais dificuldades econômicas ocasionadas, na avaliação do senador, pelo descontrole e a insustentabilidade dos gastos públicos e por uma política fiscal equivocada. Relator da indicação de Reinaldo Le Grazie para o cargo de diretor de Política Monetária do Bacen, Fernando Bezerra Coelho disse estar “otimista”. Ele acredita que o novo quadro dirigente da instituição contribuirá para que o atual governo, juntamente com o setor produtivo e os trabalhadores, inaugurem “um ciclo virtuoso de crescimento, de prosperidade” no país.

Ao defender que o Banco Central tenha como principais metas emergenciais a redução da inflação e a estabilidade econômica, o senador ressaltou: “Estou convencido que o pior dos impostos é o imposto inflacionário. Este é o mais regressivo, é o que mais afeta os trabalhadores, os mais vulneráveis, os mais frágeis dentro da nossa sociedade”.

Aprovados pela Comissão de Assuntos Econômicos, os sabatinados Reinaldo Le Grazie, Tiago Berriel, Carlos Viana de Carvalho e Isaac Sidney Ferreira terão o resultado da sabatina na CAE submetido ao Plenário do Senado. Formado em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, Le Grazie comandou a Bradesco Asset Management (Bram) em sucessão ao ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Foi também gestor do Banif Nitor Asset Management e consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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