Facebook pode causar depressão, diz estudo

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Passar muito tempo nas redes sociais, como o Facebook e Instagram, faz com que as pessoas fiquem expostas a comparações com a vida dos outros, o que pode afetar a autoestima e levar até mesmo à depressão. A informação é de um estudo divulgado pela Universidade de Houston e publicado no Journal of Social and Clinical Psychology.

Segundo o estudo, isso acontece porque as pessoas viciadas em Facebook comparam suas vidas e têm sempre a sensação de que lhes falta algo. Ou, como diz um velho ditado, “a grama do vizinho é sempre mais verde”.

“Se levarmos em conta que nas redes sociais costumam-se postar somente acontecimentos positivos e coisas boas, um comparativo virtual pode intensificar extremamente o olhar negativo sobre si mesmo, aumentando sensações de menos valia, solidão e incapacidade, já que uma das características das pessoas deprimidas é a baixa autoestima e a visão pessimista”, diz a psicóloga Daniela Faertes, especialista em mudança de comportamento.

Dados da pesquisa

Durante duas semanas foram analisadas cerca de 150 pessoas entre 18 e 42 anos, todas usuárias de redes sociais com acesso diário. Elas responderam um questionário que avaliou o nível de comparação social e os sintomas de depressão, levando os pesquisadores à conclusão de que as que utilizam o Facebook diariamente costumam se comparar mais aos amigos e apresentam sinais como tristeza e falta de esperança num futuro melhor.

Apesar disso, a psicóloga diz que não é possível concluir ou generalizar o uso das redes sociais como algo negativo. “Para alguém que já possui alguma predisposição, ou algum tipo de gatilho pessoal negativo, as redes sociais podem ser sim um fator que compõe o início de um quadro de depressão”, afirma .

Internet faz mal?

Ela explica ainda que a depressão é um transtorno psiquátrico que pode surgir devido a fatores biológicos e/ou psicossociais. E a dependência tecnológica pode levar a um isolamento interpessoal que pode ajudar a precipitar um quadro depressivo. “O que faz a diferença é a forma como a pessoa vai utilizar essas ferramentas e como interpretará as informações que receber a partir dali”, finaliza. (Foto: reprodução)

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