Espetáculo leva a poética ribeirinha para cena através da dança em Petrolina e Juazeiro

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Imersos em um processo de pesquisa sobre a poética ribeirinha, os integrantes do coletivo Trippé criaram seu novo espetáculo, Janela Para Navegar Mundos, uma proposta intimista fruto do projeto Corpos Poéticos, que estreia no próximo dia 19, no Teatro Dona Amélia. O espetáculo fica em temporada até o dia 22, entre as cidades de Petrolina e Juazeiro, no esquema Pague Quanto Puder.

Assinando a direção do espetáculo, Adriano Alves explica que o coletivo já vinha trabalhando temas relacionados a região do Sertão do São Francisco e também se interessa pela produção literária, agora é a primeira vez que une esses motes em uma pesquisa. “Pensamos em nos relacionar mais uma vez com essa terra que habitamos e muito nos influencia, mas agora partimos da visão dos poetas da região e ressignificando esses olhares com nossa dança”, pontua Adriano.

Desde sua criação, o Coletivo se denomina “de ribeira”, se afirmando como um grupo do Vale, se dividindo entre Juazeiro-BA e Petrolina-PE. A temporada também contempla as duas cidades, sendo as primeiras sessões do lado de Pernambuco, nos dias 19 e 20, às 19h, no Teatro Dona Amélia. A segunda parte das apresentações acontecem no Centro de Cultura João Gilberto, contemplando a Bahia nos dias 21 e 22, em sessões duplas, às 16h e 19h.

Os ingressos serão distribuídos uma hora antes das apresentações, sendo o público que decide quanto vai pagar no esquema de contribuição voluntária Pague Quanto Puder. Após as apresentações, acontecem bate-papos com a equipe. Integram o elenco Julia Gondim, Rafaedna Brito, Regiane Nascimento e Wagner Damasceno. Colaborando na criação, Fernanda Barbosa na assistência de direção e preparação de voz, Diego Ravelli na criação de figurino, Carlos Tiago na iluminação e Eugênio Cruz na trilha sonora.

O projeto é uma realização da Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal, com produção assinada pela Pipa Produções e como produtora executiva Nilzete Miranda. Este projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014, que permitiu a realização da pesquisa e da criação do espetáculo, além das ações formativas e temporada popular. O Coletivo Trippé está em manutenção financiada pelo Governo do Estado da Bahia através do Edital de Apoio a Grupos e Coletivos Culturais 2016 do Fundo de Cultura da Bahia.

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