Em Petrolina, trigêmeas nascidas no HDM/IMIP precisam de doações

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Receber a notícia de uma gravidez não planejada pode despertar muitos sentimentos em um casal, inclusive o da ansiedade. Agora imagina descobrir que serão três? Esse foi exatamente o caso da dona de casa Elianaide Santos (37 anos), moradora do município de Senhor do Bonfim. Aos cinco meses de gestação, ela e o esposo Robson Cândido dos Santos (30), descobriram uma gravidez trigemelar e um forte sentimento de alegria e medo tomou conta dos dois.
Tendo feito um tratamento de fertilização ou não, se deparar com uma gestação desse tipo é sempre um choque. Geralmente, os pais demoram para processar a informação e para acreditar também. Junto com a notícia começam as primeiras preocupações: se a gravidez será de risco; até quantas semanas a mãe conseguirá segurar os bebês; se eles precisarão de UTI neonatal ou se nascerão com baixo peso. Isso sem falar de outras questões de ordem prática, como enxoval, amamentação e outros.
E foi pensando justamente na segurança da mãe e da paciente que o hospital de Senhor do Bonfim encaminhou Elianaide para o Dom Malan, referência em gestação de alto risco para a Rede de Saúde Pernambuco-Bahia (PEBA). O parto foi realizado na segunda-feira (03), às 15h40. “Fui encaminhada ao HDM por ser o único hospital com a estrutura adequada para nos atender”, esclarece a mãe.
“Ela conseguiu chegar às 37 semanas e as 3 meninas nasceram saudáveis e com bom peso [2,600Kg, 2,300Kg e 2,100Kg]. Elas foram no mesmo dia para o alojamento conjunto e nenhuma precisou de cuidados especiais. Isso é muito raro”, relata o obstetra Kleber Montenegro, que há 32 realiza partos, mas pela primeira vez participa ativamente de um trigemelar.
De acordo com o médico, a escolha da via de parto se deu por conta do ultrassom: “tínhamos a primeira criança cefálica, a segunda pélvica e a terceira transversa. Então, nesse caso a indicação é cirúrgica mesmo”. Segundo a enfermeira gerente do centro cirúrgico, Kercya de Carvalho, esse é o segundo caso de trigêmeos do ano. “Tivemos um no primeiro semestre. Geralmente aparecem muitos gemelares, mas trigêmeos sempre despertam curiosidade e comoção”, argumenta.
Por conta justamente dessa comoção, iniciou-se internamente uma campanha para arrecadação de fraldas, roupas e donativos para a família, já que os pais estão em situação difícil devido ao desemprego. Muita coisa já chegou ao hospital e Elianaide, Ana Laura, Ana Letícia e Ana Valentina deverão ter alta ainda hoje (05). Mas, quem puder e quiser continuar ajudando deve procurar o Voluntariado do HDM, que funciona de segunda à quinta das 7 às 17h e na sexta das 7 às 16h, com intervalo de uma hora para almoço. É possível também obter informações e orientações de como proceder pelo telefone (87) 3202-7027.
“Toda ajuda é muito bem-vinda e estamos muito gratos pelo que temos recebido. Confesso que nem esperava”, agradece a mamãe. Elianaide, que já tem uma filha de 7 anos, conta que passado o susto agora vive uma grande alegria. “Não vejo a hora de ir para casa com as minhas meninas. Vou ficar durante o resguardo na casa de minha mãe e lá sei que terei muita ajuda”, finaliza otimista.

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