Descrença leva a queda nas filiações partidárias

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PARTIDOS

O fenômeno emblemático representa a descrença da população brasileira em relação aos partidos. O ano de 2015 caminha para ser o pior dos últimos 20 anos para as filiações partidárias. Tradicionalmente, os anos que antecedem as eleições municipais são os que mais estimulam o ingresso de cidadãos nos partidos, mas nos primeiros 100 dias deste ano, indicam as estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 77 mil pessoas assinaram fichas de filiação nos partidos.

O número indica um ritmo cerca de três vezes três menor do que em 2011, que fechou com 1,9 milhão de filiações. Na atual circunstância, 2015 teria apenas 620 novos filiados.

Sete em dez brasileiros que hoje são ligados a um partido assinaram a ficha de filiação no ano entre as eleições gerais e as municipais. Em 2011, por exemplo, houve 1,9 milhão de novas filiações – número dez vezes maior que no ano anterior, fenômeno que se repetiu em 2007, 2003, 1999 e 1995.

A queda na mobilização partidária atingiu a maioria das atuais 33 siglas existentes. Hoje, são 15,3 milhões de filiados a partidos no Brasil, número similar ao registrado em 2011, embora de lá para cá o número de eleitores registrados no TSE tenha subido em 6 milhões.

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