Deputado Gonzaga Patriota participa da comemoração dos 70 anos do PSB com homenagens a Eduardo Campos

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O PSB comemorou 70 anos de fundação com um seminário, realizado na última quinta e sexta-feira, 10 e 11 de agosto, e reuniu convidados internacionais, especialistas e acadêmicos, além de ato cultural e homenagem ao ex-governador e ex-presidente do partido, Eduardo Campos. O evento ocorreu Brasília, no Hotel Nacional.

A homenagem ao socialista, que morreu em um acidente aéreo em 2014 durante campanha presidencial, aconteceu na abertura do evento, no dia 10. “Eduardo Campos era um homem de visão nacional, que contribuiu muito para a democracia brasileira. O Brasil perdeu um grande líder e sua atuação em defesa do interesse público permanecerá, para sempre, na memória dos brasileiros“, comentou o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE), que compareceu ao evento para confraternizar com colegas da sigla, à qual é filiado desde 1994.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse durante a abertura do seminário “Os desafios da esquerda democrática no Brasil e no mundo”, que as dificuldades enfrentadas pelo PSB ao longo de sua história não impediram o partido de se manter unido e coerente com seus princípios de fundação. “Esse partido pode perder tudo, menos a sua ideologia, o seu ideário e o seu programa, porque a militância, aqueles que são verdadeiramente socialistas, não permitirão, nem agora nem no futuro”, afirmou.

Diante de centenas de partidários, Siqueira lembrou que o PSB foi o terceiro partido mais votado nas últimas eleições municipais, em 2016, e que sua existência se justifica “na luta que os conservadores não podem lutar”. “Eles [os conservadores] lutam pela manutenção do status quo, e nós pelas transformações sociais. Como dizia Miguel Arraes, o partido tem que ter objetivo, é necessário criar políticas que gerem o bem-estar da população”, ressaltou.

O presidente do PSB destacou a contribuição dos movimentos sociais nas deliberações do partido e a importância deles para a construção de políticas estruturais que atendam a necessidade dos mais pobres. “Todos os movimentos sociais têm assento na Executiva Nacional. Os movimentos têm dado uma grande contribuição ao nosso partido, porque o PSB não pode ter apenas representantes do parlamento embora estes sejam importantíssimos”, disse.

“O PSB precisa, sobretudo, de representantes dos movimentos sociais. Porque no dia em que nós chegarmos ao poder nacional, teremos que fazer mudanças estruturais. Nós não passaremos pelo Palácio do Planalto sem fazer mudanças estruturais”, garantiu.

Na opinião de Siqueira, os políticos e os partidos que apoiam as reformas trabalhista e da Previdência estão “divorciados do povo” porque “querem destruir” as principais conquistas sociais da Constituição de 1988.

Para o socialista, as reformas do governo Michel Temer servirão apenas para “resolver o problema das elites”. “Essa reforma foi feita para diminuir a massa salarial e aumentar o lucro dos empresários. O mundo do trabalho precisa se atualizar, mas não se deve deteriorar aquilo que foi uma grande conquista do governo Vargas”.

Ele atacou o argumento de que era preciso fazer a reforma para gerar empregos. “Foi sob essa legislação trabalhista que passamos de um país agrário para uma nação industrial. Chegamos a crescer a taxas chinesas e, há cinco anos, o Brasil teve pleno emprego, tudo isso com essa mesma legislação trabalhista. Era a CLT, que acabou de ser destruída, que estava em vigor. É uma mentira, portanto, dizer que essa legislação impedia a geração de empregos, o que só acontece quando a economia cresce. Não conseguiremos resolver o problema da economia do país com políticas dessa natureza, apenas os problemas da elite”, afirmou Siqueira.

O presidente do PSB destacou ainda que todas as conquistas sociais no mundo foram fruto da luta de trabalhadores, socialistas e comunistas. “Se o capitalista inglês, que deu origem a esse sistema, ressuscitasse hoje, ele não reconheceria o capitalismo. Essas pessoas deram a vida, sofreram torturas, tiveram coragem, mais do que nós, para lutar por esses direitos que hoje estão consagrados”.

“Essas pessoas lutaram pelo respeito ao direito da população LGBT, para tratar o negro de forma igual e para as mulheres participarem da política e terem direito ao voto, é preciso reconhecer isso e resistir a toda tentativa de retroceder”, concluiu.

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