Artigo do leitor: Mandato avaliado pela vida e discurso de Patriota

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Desde a longínqua eleição proporcional de 1982, assistíamos incrédulos a ousadia de um pernambucano, advogado e ferroviário federal de carreira. Ingressara cedo no Serviço Público por necessidade. Há época, formado Ciências Contábeis, Direito e Administração de Empresas, preferiu trocar seu Sertão Central por Petrolina, em Pernambuco sempre. Gonzaga Patriota começara cedo na vida. Aos 14 anos, iniciou duros trabalhos, no que fosse colocado para fazer. Aprendera com a adversidade, apesar das restrições da vida e da sua numerosa família, entre muitos irmãos mais velhos e mais novos.

Gonzaga Patriota aprendera na roça em Sertânia, seu lugar de nascimento. Um pouco adiante, em Salgueiro, que só seria respeitado, trabalhando e em posto avançado de cidadania combativa, como sempre foi sua vida, mal interpretada por uma minoria de ‘poderosos’. Dos movimentos sociais e com programa de rádio (na então Emissora Rural AM 730 – Petrolina-PE), ainda precocemente, um radialista formado na rua (hoje além de Contador, Advogado e Administrador de Empresas, Gonzaga Patriota é também formado em Jornalismo, pela UniCEUB, em Brasília, além de pós-graduações, mestrados e doutorado) adquirira o acordo visceral com os trabalhadores do serviço privado e do serviço público.

Em sessões históricas já no Congresso Nacional, desde 1986, Gonzaga Patriota recebeu expressivas notas do Observatório da Imprensa e do DIAP, que mede a ação parlamentar e como vota cada um, contrário ou favoravelmente aos interesses e direitos sociais da República Brasileira. Gonzaga sempre votou com os direitos avançados em favor da classe proletária. Militou durante toda a sua vida, mas nunca foi militante radical da esquerda. Portou-se a vida toda com absoluta coerência, ao que pede a vida em favor de quem desempenha  desafiadora jornada de trabalho.

Para a Direita Fundamentalista, Patriota sempre foi um ‘equivocado’ por ter votado sempre em algo que significasse a redenção, a emancipação de um trabalhador. Hoje, já acionista de Emissoras de Rádio pelo Sertão, observamos que o meio de comunicação onde decide como patrão, não tem se afastado dos pilares que defendeu pela  necessária e permanente renovação e avanços inevitáveis da Consolidação das Leis Trabalhistas, originária do entulho autoritário e conservador do presidente republicano, trabalhista e caudilhesco, Getúlio Vargas (suicida em 1954), em seu poder populista de fora e centralizador por dentro. Gonzaga Patriota, eleito deputado estadual em 1982 e desde 1986, deputado federal, dirigente inconteste do Partido Socialista Brasileiro (PSB), abnegado companheiro do então  governador Miguel Arraes (três vezes gestor de Pernambuco). Fidelíssimo ao papel exercido por Eduardo Campos, morto precocemente em 2014. Combatente do que ele denominava “hegemonia Coelhista” em Petrolina.

Candidato derrotado quando pleiteou a prefeitura de Petrolina por três vezes e, mesmo assim, mantendo sua imposição e sua influente organicidade dentro da legenda socialista, às vezes incompreendida, colocando-o numa complicada posição diante dos eleitores (como ocorreu em 2008, ao levar a disputa pela prefeitura e Petrolina para um bate-chapa dentro de suas hostes convencionais,  com Odacy Amorim, hoje deputado estadual, petista em PE). Agora em tempos de debate sobre A REFORMA POLÍTICA, o deputado federal mantém-se apegado ao que sempre defendeu a vida inteira,  o fim do financiamento público de campanha, da reeleição para cargos executivos e pela manutenção do voto distrital misto.

Por conta do Ajuste Fiscal enviado, discutido e, votado favoravelmente por maioria dos congressistas,  pelo governo Dilma Rousseff (PT) ao debate da Câmara Federal, Gonzaga Patriota mantém o discurso em favor de pétreos direitos  dos trabalhadores, pelos que ele lutou e conseguiu importante avaliação de quem a ele confiou o mandato, essencialmente socialista, como aprendera o tempo todo da sua vida, em dissabores sertanejos. Desde sua Sertânia até Brasília.

Acompanhe-me. Eu sigo Você,

 Marcelo Damasceno

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