Após forte alta, Petrobras deve rever política de preços para gás de cozinha

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Dois dias após anunciar o sexto reajuste seguido no preço do gás de cozinha, a Petrobras decidiu rever a política de preços para o combustível, alegando que o modelo atual traz para o Brasil volatilidades dos mercados europeus.

Na segunda-feira (4), a companhia anunciou alta de 8,9% no preço do produto vendido em botijões de 13 quilos, que é mais consumido por residências e tem grande impacto no bolso das famílias de baixa renda.

Foi a sexta alta seguida, o que elevou o aumento acumulado no preço do produto desde agosto para 67,8%. Em comunicado distribuído na segunda, a Petrobras disse que estava seguindo as cotações internacionais.

Nesta quinta-feira (7), em novo comunicado, a empresa diz que o objetivo da revisão é buscar uma metodologia “que suavize os impactos derivados da transferência dessa volatilidade para os preços domésticos”.

Estabelecida em junho, a fórmula de preços do gás de cozinha considera as cotações europeias do butano e do propano (elementos usados na produção do combustível), além da taxa de câmbio e de uma margem de lucro.

A companhia alega que vem transferindo ao país efeitos como a alta sazonal das cotações europeias diante da chegada do inverno, quando o consumo local é maior. O reajuste anunciado essa semana foi o último com a fórmula atual.

A nova fórmula ainda não foi anunciada, mas a Petrobras diz, no comunicado, que “buscará não perpetuar os efeitos sazonais (inverno) já ocorridos”, em um sinal de que pode reduzir o preço na próxima revisão.

A decisão se aplica apenas ao gás vendido em botijões de 13 quilos. O produto vendido para vasilhames maiores ou a granel, mais usados por comércio e indústria, tem uma fórmula diferente, que considera também o custo de importação. (FolhaPress).

1 Comentário

  1. Francisco Olavo Andrade Júnior

    8 de dezembro de 2017 em 10:14

    Acho engraçado o excelentíssimo ministro de minas e energia, quando saí qualquer notícia na imprensa de queda na inflação, de queda no desemprego o que é normal em fim de ano, ele logo posta nas redes sociais e ainda enaltece esse “desgoverno” pelo feito, agora quando o gás de cozinha aumenta da forma que tem aumentado sacrificando principalmente os mais pobre ele nada diz, os combustíveis de petrolina são uns dos mais caros do país e não vejo uma ação nesse sentido de combater os abusos. Como diria minha vó é muita farofa pra pouca farinha.

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