Apesar do recuo, PSB e PPS não descartam fusão

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Apesar da euforia inicial de uma ala do PSB em comemorar a não concretização da fusão do partido socialista com o PPS, as duas legendas ainda não sepultaram por completo esta possibilidade. Agora, as discussões giram em torno de um acordo para fazer com que a união aconteça em duas etapas: a primeira já valeria para as eleições do próximo ano, com os dois partidos liberados para firmarem alianças nos municípios onde isso foi possível. A etapa final viria em 2017, com os dois partidos negociando a etapa final da fusão. “A hipótese de fusão ainda não foi descartada”, disse o secretário-geral do PSB, o ex-governador Renato Casagrande.

A fusão vinha sendo rejeitada por duas alas distintas do PSB. Uma delas, a chamada “purista”, composta pelo ex-presidente da legenda Roberto Amaral e pela deputada Luiza Erundina (SP), é radicalmente contra a fusão por avaliar que isto seria praticamente o “assassinato” do partido e dos seus ideais. Uma outra ala, encabeçada pela fileira pernambucana, é contrária ao projeto por avaliar que a junção entre as agremiações apenas fortaleceria a ala paulista e enfraqueceria o controle que Pernambuco exerce em boa parte da legenda.

Já a defesa da fusão é feita pelo diretório paulista , em especial pelo vice-governador de São Paulo Márcio França. França é vice do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem pretensões de se candidatar à Presidência da República em 2018. Caso este plano seja concretizado, França poderia lançar-se candidato ao Governo do Estado enquanto o PSB asseguraria o apoio à candidatura presidencial do tucano.

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